Era verde e gélida
A névoa que se formava
Aurora de um pólo tão distante
Era fantasia que gritava,
Ensurdecia,
Confundia percepções.
O teu eu que eu tanto desejava
Era só meu, uma ideia
Que nunca existiu.
Todo gelo, todo vazio
Um refúgio de solidão
A escória envolta em camadas
Brancos blocos de gelo.
Passos em direção aos trópicos
Olhares para o mundo distante
A aurora ilumina o fogo,
que tudo derrete,
É líquido, é lixo,
É a essência do seu
Verdadeiro ser.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Bodas
Não foi há um mês,
que deixamos de ser nós,
Não foi em dois.
Nem foi ontem,
que te vi partir,
nem hoje
que parei de te ver
no meu amanhã.
Às vezes me pergunto,
quando foi que percebi
que eu não estava em você,
como você estava em mim.
Foi desde a criação do universo,
Do Big Bang à nova era,
Das pinturas nas cavernas
à Dali, foi sempre assim.
E eu não vi, ou até sim.
Fingi que não.
que deixamos de ser nós,
Não foi em dois.
Nem foi ontem,
que te vi partir,
nem hoje
que parei de te ver
no meu amanhã.
Às vezes me pergunto,
quando foi que percebi
que eu não estava em você,
como você estava em mim.
Foi desde a criação do universo,
Do Big Bang à nova era,
Das pinturas nas cavernas
à Dali, foi sempre assim.
E eu não vi, ou até sim.
Fingi que não.
sábado, 20 de abril de 2013
Quem sabe
Queria te ver
pra te arranhar,
te agarrar, te bater, te morder,
depois chorar,
e repassar
toda tristeza
que você deixou.
Queria te ver,
mas você já sabe,
então espero,
amanhã, quem sabe,
você não esteja mais aqui.
pra te arranhar,
te agarrar, te bater, te morder,
depois chorar,
e repassar
toda tristeza
que você deixou.
Queria te ver,
mas você já sabe,
então espero,
amanhã, quem sabe,
você não esteja mais aqui.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Maresia
Ajo à revelia,
me desconstruo,
dividida, me atiro.
Que é pra ver se tiro
essa vontade de você.
Não quero, me desespero,
mas é tarde, amor.
As palavras cortam a noite,
"Estou bem assim",
você me disse, que é melhor sem mim,
só tenho que aceitar.
Não é mais sexta-feira,
mas a paixão ainda arde por aqui.
É a contragosto que tento apagar.
Tento me resgatar, mas não encontro ninguém,
vou deixar que me levem, que me carreguem,
Quem sabe consigam achar o que restou de mim.
É tarde, amor. Estou indo para o mar.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Flores
Preciso de algumas flores, daquelas que vibram, que exalam perfume e te fazem sorrir. Rosas, Violetas e Girassois. Flores de coração, cedidas com a espontaneidade e a vontade de uma primeira vez. Um banho de mar, uma estrada com um longo caminho ensolarado e vento soprando o cabelo. Uma passagem só de ida, depois de jogar tudo pro alto. Seguir em frente, sem que a ausência da tua saudade me afete. Gritar alto para libertar todos os fantasmas. Quero luzes brancas, grama verde e pés descalços. Um compasso afinado, ar fresco e pingos de chuva pra acompanhar a música que dançarei só. Quero correr pra longe e não parar mais. Quero correr pra sempre. Fugir dos pensamentos, esvaziar a mente, desaparecer.
domingo, 22 de abril de 2012
the wall
Tenho sonhos, para além de mim,
Sonhos de uma singularidade que será impossível refazer.
Por detrás da estrada, os pedaços dos meus desejos, em migalhas
e a cada passo, construo muros cimentados de esquecimento.
No cansaço encontro novamente o desejo,
intacto, causando a mesma dor.
Tento voltar, mas é impossível.
As águas da percepção me entornam.
O esquecimento era uma ilusão,
Mas as muralhas serão eternas.
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