quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ontem


Bebia-te insaciavelmente

saboreando cada gota do teu puro sangue

escorria incessantemente do cristal às minhas mãos

Inebriada, desfalecia

Submergia no desejo infindo de devorar-te

saboreando o silêncio de tua carne morta

transmutava em meio as tuas vísceras

Queimava-me,

Enquanto consumias delicadamente cada partícula de minha alma

tentava expurgar o tempo de nossa dimensão

Emergi

Os anjos debatiam-se em fúria gélida

Bradei aos céus um cântico de perdão

mas não havia tempo

o agora surgia imponente

expulsou-me de tuas entranhas

na garganta transpassaram-me uma espada de diamante

no último instante

Eis que surge o ontem

eternizado, por fim,

na ausência eterna do amanhã.



Is ª belle

domingo, 1 de julho de 2007

Abstrato,
Verde, amarelo, vermelho e azul
o branco,
o preto.
Confuso,
Misturado e cuspido.
Gritante, agonizante.
De repente calmo,
Alguns segundos
Ferido,
A ponto de rasgar-se
Mas forte,
Frio.
Pintado,
Por mãos distantes
E sente
Abstrato, confuso, ferido
e forte

Is ª belle

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Fases

Deixar-se derreter
com sabor,
Aforme e deslizante.
percorrendo a superficie,
misturando-se.
Deixar-se sugar
fechando o tempo,
unificando-se e sufocando
evaporar,
atravessando a luz
sem temer o infinito,
Sem voltas, sem espaço,
nem começo, nem fim
evaporar.

is ª belle