segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Um só
Você dizia
Eu, incrédula, me afastava.
Mas por dentro desejava.
Um só, eu queria
Uma Vez
Eu tentei
Abandonar minha casca.
Viajar até você
Um só, eu tentei.
Numa outra
Você ia
Era tudo brincadeira.
Um só não queria
Fiquei nua. Outra vez.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Redemoinho
Caminhei aos meus afazeres. Relutei.
A água tocava meu corpo devagar.
Transmutação.
Tornou-me transparente.
Apressei-me.
Meu corpo se refletia nos primeiros raios da manhã
Brilhava através das últimas gotas.
Abri a porta,
Fui acometida pelo sol
Senti-me acariciar
Era tão refrescante e envolvente que não percebi
quando no meio do peito a brisa abriu caminho
Por ele passou o mundo
Girava em 360 graus
Momento intenso de felicidade.
No redemoinho estava você,
Levado pelo mundo junto à brisa.
Passou breve como o seu adeus.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Em 27/12/2003
Nem pode mensurar,
Não sabe que qualquer palavra sua me afeta
Nem percebe que só depende de você
Mas só depende de mim.
Quero uma voz que sobreponha meus pensamentos
Que acalme meu espírito
E só há uma voz.
Preciso falar, escute!
Não posso mais
é vazio e não há mais nada -
nenhuma esperança
Mas ainda há o desejo,
E como te desejo...
Espera!
És tão frio,
tão distante e tão vago.
Há tempos avistei uma luz
E todos os meus desejos foram resumidos,
escorridos,
espalhados ao olhar de todos.
Deslumbravam mas não entendiam
que não tenho mais forças para levantar.
Esvaí-me sem mais esperar
Sem sentir, nem ver
Pois o que mais desejava era não mais desejar.
sábado, 21 de junho de 2008
Prozac Nation
Estranha como qualquer outra
Sinto-me como qualquer
Poeira estelar
Rumo ao buraco negro
Sobriedade
Estou a zero grau
E as pílulas aquecem como a neve
Quarenta por cento destilado
Chamo-o de envolvente
E o sentido não me importuna mais
Sem sentido, a angústia me aquece
Ao menos algo a se sobrepor ao nada
Era tudo sobre realidade
Entende?
Aparências meu caro, aparências
Algo a ver com minha ansiedade
Qual droga fará tudo parecer real?
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Ela desfigura.
Esquece os nossos nomes,
Não pára pro café.
Está nadando em direção
- Ao horizonte! Ela pensa.
Não há margens, ela esquece,
Não há margens.
Vira para trás.
Eles a chamam,
Mas ela desfigurou a própria face,
Desfigurada, ela esquece
E segue,
Sem margens, nem nomes, nem faces.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Como se sentes?
Quando aparece o nada, me desconcerto, acompanha a solidão. Quanto a esta, estive contemplando-a e no fundo de seus olhos vi uma máscara que me chamava com uma voz doce, era pálida e distorcida, não se apresentou, mas sei, era a morte.
A paz me abandonou depois que a vi, agora a busco incessantemente (a morte) desconfio que a paz esteja com ela.
Is ª bellesexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Se não te importas mais

O vazio te toma e te escondes entre os rostos
Desconheço-te,
Lembranças não são suficientes,
Vão-se às cinzas.
Não sinto teu gosto, não sei o que pensas
Sei que sentes Vazio
Não enxergas mais as estrelas e
enquanto se deixas afundar nesta lama fétida,
ela corroerá tua alma
Não te jugo,
Apenas observo
Sua passividade não me incomoda,
Sei que a agonia te tomará
Sou filha do nada
E nada farei por ti, pois é tudo que tenho. (nada)
Desculpe-me amigo,
Minha alma não posso te dar,
pois preciso continuar sentindo meu sangue gotejando no infinito
Saibas que te observarei até o último respingar
Is ª belle
