quarta-feira, 3 de março de 2010

Pára o mundo

Aniquila a verocidade avançada a esmo
recua da perversidade e descompaixão
cospe o desespero e grita aos céus
Há alguém do outro lado?
silêncio
fecha os olhos da alma
É a única saída neste poço sem fundo.

Eu te via chorar e não entendia
Agora chegou a minha vez
E assim será até a aguardada inexistência.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Bad Feelings

Enquanto rastreio o teu passado, penso no quanto não sou nada do que você queria. Olho para mim e vejo tudo o que não sou e no que gostaria de ser só pra te completar perfeitamente, só pra fazer você me querer por completo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Amor,

Infeliz seria
se em toda a minha a vida, nunca,
nunca tivesse amado alguém
como amo você!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Círculos

Os círculos daquela noite,
em mil cores me fizeram.
Parariam ao te ver voltar-se para ela.
Os círculos daquela noite me cortaram,
em mil pedaços me fizeram,
sussurraram teu nome,
transpassaram minha garganta, e mais.
Não eram como nave espacial,
mas me levaram pra bem longe.
De você.

Adeus

Estou indo embora. Não, não é porque vou viajar. Estou indo embora de verdade. Você deveria ter imaginado. Lembra? Lembra de quando nos conhecemos? Lembra de todas as vezes que nos conhecemos? Das minhas fugas, da minha dor?
Quando nos conhecemos tínhamos algo em comum, algo profundo que nos ligava – Queríamos ir embora. Chegamos a tentar ir juntos, você deve lembrar-se daquela noite. A noite que rimos, que provamos da rosa, a noite que encontramos o mar. Eu e você.
Aquele sangue percorrendo às nossas gargantas, sempre, sempre através da lua. Foi naquela noite que a solidão invadiu nós dois. Quer morrer comigo? Eu te perguntei, e você aceitou. Temos que morrer agora, certo? depois será tarde demais, tarde demais.
E nós corríamos e ríamos e nos felicitávamos porque teríamos uma morte juntos em direção ao mar. E nadamos, nadamos, mas a morte não pode ser conjunta é sempre um ato solitário, então voltamos, mas eu te avisei, não foi? Eu te disse que seria tarde, tarde demais.
Assim voltamos, virgens, com toda aquela máscara envolvendo nossa solidão. Você seguiria o seu caminho e eu o meu, porque eu tinha te dito que seria tarde demais e que a única maneira de ficarmos juntos seria através da morte, éramos danificados demais.
Encharcados, percorríamos o caminho de volta, enquanto eu cantava, você sorria e me olhava. Eu estava sempre olhando pra dentro, estava presa em mim mesma. Você me deixou em casa, e eu te dei o meu adeus. Na madrugada fui atrás de você. Estou indo embora, te disse. Pra onde? você me perguntava. Você não entenderia se eu te dissesse. Só passei pra te dizer adeus.
Você nunca entendeu, não é verdade? Por isso sempre me procura. Não quero te desapontar, mas sempre estou certa sobre as coisas, e quando te disse que seria tarde demais era sério. É tarde demais, o meu adeus foi sincero. Desperdiçamos a nossa única oportunidade, agora seremos dois estranhos para sempre.
Eu deveria terminar a minha frase nesse para sempre, pois é sempre assim que faço, e é assim que quero que tudo seja, mas não é. Nós morremos naquela noite, não juntos, mas eu pra você e você pra mim.
Olha, está ficando tarde, preciso ir. O que aconteceu comigo? Digamos que fiquei ainda mais danificada. Você também? A vida sempre foi estranha pra nós dois. Espero que o destino já tenha brincado o suficiente comigo e com você, espero que nos deixe em paz. De verdade. De qualquer modo, adeus... adeus, meu irmão. Falei aquela palavra que há tanto estava engasgada. Nossos laços, nosso sangue. Adeus, meu irmão.
A areia me revestiu e eu vi você sumir. Adeus...

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Janela

Entre paredes asfixiantes,
surge a janela.
Por ela, o vento me abraça.
Convida-me a pular.

No parapeito do 13º andar,
fecho os olhos e penso em você,
consigo voar.

Te chamo.

Entrelaçadas,
nossas mãos se apertam.

Olhos se fecham.

Sinto o teu pavor,
Ele me diz que juntos não conseguiremos.

Queria pular dessa janela,
mas não há nenhum pó mágico
que me leve aonde quero chegar.

Queria seguir para terra do nunca
Esquecer do abismo entre nós
e estar com você.
Pra sempre.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal

A vida é como um sopro, às vezes passa tão rápido que nem nos apercebemos.

Seria bom se pudéssemos viver cada dia com a emoção que o natal proporciona para muitos. Se pudéssemos fazer constante a reflexão sobre a importância de cada pessoa que passou nas nossas vidas. Se pudéssemos, o tempo todo, reavivar a memória com os tempos bons que nos faz esboçar um sorriso da alma.

Que prodígio seria o nosso dia-a-dia se conseguíssemos perceber o eterno milagre provocado pelo acaso. Este acaso que coloca determinadas pessoas em nosso convívio, algumas inclusive que podem nos provocar dissabores, mas como seria bom se você lembrasse todos os dias do crescimento que tudo isso te proporciona.

Seria bom se fosse constante dentro de nós aquele sentimento de amor, e se você pudesse lembrar que no fundo somos todos iguais, e ao mesmo tempo tão diferentes, pois todos temos qualidades e defeitos provocados por experiências únicas de vida.

É no Natal que fazemos, sentimos e recordamos tudo o que deveria ser recordado diariamente, mas que nem sempre conseguimos. E nos alegramos por esta data poder nos proporcionar isto. É no Natal que pensamos no quanto corremos o tempo todo, quantos sopros da vida conseguimos sentir com intensidade e prometemos a nós mesmos que daqui pra frente será diferente, que sentiremos mais, refletiremos mais e amaremos mais.

Neste Natal não desejo que ganhes bons presentes, mas que você possa sentir esta paixão pela vida, pelos momentos únicos e que consigas dizer àquelas pessoas que te fazem ir ao extremo do sentimento o quanto elas são importantes na sua vida.

É com este espírito que agradeço a todos que fazem este instituto e desejo um sincero Feliz Natal, com todas as coisas boas que ele pode te proporcionar.