Melhor sumir,
sem levar identidade,
deixar cargas, histórias e planos,
inventar um novo nome
e pintar a cara.
melhor fugir,
resistir até a morte,
ao sono, à fome, à sorte,
até o limite chegar.
Melhor esquecer,
que o senhor dos sonhos não tem pressa,
que um dia você tropeça,
e ele estará lá pra te acolher.
Melhor assumir,
que está mesmo tudo errado,
que vou sentir teu gosto amargo,
até outro aparecer.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Platéia de um só
Sou eu o meu lugar comum.
Da janela avisto os transeuntes
cumprem o ir e vir de direito
Sou platéia do espetáculo das mil faces
Dispenso Bravo!, contenho aplausos, escondo flores.
Na arquibancada questiono meu papel
absorvo dores, decoro falas e esboço expressões
Mudam-se as luzes, os cenários, os atores
mas o público é fiel, único e indivisível
Sem censuras, sem guias. Não mais!
Você foi embora e deixou em branco o em diante
Desde então as cortinas estão sempre abertas,
o palco virou arena e me puseram no centro
Minha poltrona continua sendo o castelo de areia
construído a 30 anos atrás, solidificado com a decadência
do tempo, do vento e das águas salubres
Alguém susurrou a liberdade no meu ouvido
Era a setença do astronauta, ser jogado no espaço
Voar pelo céu não é liberdade, é solidão.
Amanheço sem tuas direções e permaneço
Paralisia. A tua gota de piedade não foi suficiente.
Minha autopiedade deseja a sorte de um buraco negro.
Um abraço, a sete palmos do chão.
Da janela avisto os transeuntes
cumprem o ir e vir de direito
Sou platéia do espetáculo das mil faces
Dispenso Bravo!, contenho aplausos, escondo flores.
Na arquibancada questiono meu papel
absorvo dores, decoro falas e esboço expressões
Mudam-se as luzes, os cenários, os atores
mas o público é fiel, único e indivisível
Sem censuras, sem guias. Não mais!
Você foi embora e deixou em branco o em diante
Desde então as cortinas estão sempre abertas,
o palco virou arena e me puseram no centro
Minha poltrona continua sendo o castelo de areia
construído a 30 anos atrás, solidificado com a decadência
do tempo, do vento e das águas salubres
Alguém susurrou a liberdade no meu ouvido
Era a setença do astronauta, ser jogado no espaço
Voar pelo céu não é liberdade, é solidão.
Amanheço sem tuas direções e permaneço
Paralisia. A tua gota de piedade não foi suficiente.
Minha autopiedade deseja a sorte de um buraco negro.
Um abraço, a sete palmos do chão.
domingo, 22 de agosto de 2010
A voz do silêncio
De onde vem essa voz
que anuncia ilusão
De onde vem a intuição
que me faz recuar
quando o que mais quero
é estar junto.
Será a voz do mundo,
das canções, das poesias?
Será do futuro, do eco das montanhas?
Da solidão, quem sabe,
aquela que me destes
e que não me abandonou.
De onde vem, pra onde vai
a voz que me faz gritar
que estoura pulmões
e faz sangrar
que não desenlaça
os nós da garganta
De onde vem essa voz
que desafinou a minha canção favorita
Vem do baque, da queda
vem da dor, do câncer
de uma doença escondida
que ninguém sabe diagnosticar
Não quero mais morfina,
nem devaneios inúteis
quero uma causa e uma cura
que anuncia ilusão
De onde vem a intuição
que me faz recuar
quando o que mais quero
é estar junto.
Será a voz do mundo,
das canções, das poesias?
Será do futuro, do eco das montanhas?
Da solidão, quem sabe,
aquela que me destes
e que não me abandonou.
De onde vem, pra onde vai
a voz que me faz gritar
que estoura pulmões
e faz sangrar
que não desenlaça
os nós da garganta
De onde vem essa voz
que desafinou a minha canção favorita
Vem do baque, da queda
vem da dor, do câncer
de uma doença escondida
que ninguém sabe diagnosticar
Não quero mais morfina,
nem devaneios inúteis
quero uma causa e uma cura
sábado, 21 de agosto de 2010
Reconstrução
'É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder seguir
É preciso chuva para florir'
E mesmo se for dilúvio,
a destruir tudo que te resta
é preciso força pra reconstruir
E vontade pra fazer
um universo melhor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder seguir
É preciso chuva para florir'
E mesmo se for dilúvio,
a destruir tudo que te resta
é preciso força pra reconstruir
E vontade pra fazer
um universo melhor
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Rascunhos
Da bolsa antiga,
puxou um papel amassado.
rascunhos de uma história
que começaram juntos.
Nunca seria escrita.
puxou um papel amassado.
rascunhos de uma história
que começaram juntos.
Nunca seria escrita.
Abstinência
A loucura, meu bem,
é resquício da abstinência de você
Eu que te queria tanto
não aguentava ver seus planos
de ir pra longe de mim
gostava do meu vício,
mas não podia suportar
o fato de estares sempre em falta.
é resquício da abstinência de você
Eu que te queria tanto
não aguentava ver seus planos
de ir pra longe de mim
gostava do meu vício,
mas não podia suportar
o fato de estares sempre em falta.
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